sexta-feira, 23 de maio de 2014

Confissões - Capitulo 15 part.2





“É que o coração não pensa.”
— Legião Urbana.

Meus pensamentos e atenção estavam totalmente focados em Robert, aquele idiota.De repente esbarro em alguém o que me faz perder o equilíbrio mas por sorte a pessoa me segura pelo pulso.
-Ai, me desculpa, eu estava distraida.
-Sempre né Esthela?
-Tyler, o que você esta fazendo aqui?-Quando olhei ele melhor.-E vestido assim?-Falei espantada.
-Vim trabalhar de garçom, ganhar um dinheiro.-Falou sorrindo.
-Ah sim, esta trabalhando nesse bar?
-Na verdade é um clube, tem danças aqui, mas é so por hoje, por causa do evento.
-Ah sim, que pena que você tem que trabalhar ia adorar sua companhia.
-Mesmo?
-Claro!
-Seu namorado não iria gostar.-Falou desapontado.
"Namorado", aquela palavra ecoou pela minha cabeça.
-Que historia é essa?
-Ahh, eu vi você beijar aquele rapaz.-E apontou para Robert, que expreitava.
-ELE É UM IDIOTA!Que fez isso...porque...imbecil...ai que raiva.
Tyler deu aqueles seus sorrisos encantadores.
-Que bom saber isso, então posso ter esperança.
-Acho que pode.-Disse corada.
-Fofa!-Disse Tyler do nada.
-O que?-Eu disse confusa.
-Você, ficou fofa envergonhada.
Aquele tinha me deixado embaraçada, coloquei minhas mãos sobre meu rosto quente, Tyler sorriu e eu retribui.
-Fofa.
-Você vai perder seu emprego, caso fique flertando com as convidadas.-Disse Robert serio, me puxando pelo braço.Tyler simplesmente ignorou Robert e olhou pra mim.
-Ele esta te machucando?
-Ah, não.
-Vamos Esthela, vai começar o show, fique la na frente.-Robert falou me puxando, eu sorri para Tyler que ficou imovel onde estava vendo eu ser praticamente arrastada por Robert.Quando nos afastamos de Tyler, falei:
-O que você esta fazendo, babaca?Me solte.-E puxei meu braço.-Que tipo de imbecil é você?
Ele continuou de costas para mim.
-Não pude controlar, ver você sorrindo assim para outro.-E virou-se me olhando com lagrimas nos olhos.-Não vê que você me pertence Esthela? Eu sei que passei todas as vidas, antes desta, procurando você. Não alguém como você, mas você, porque sua alma e a minha têm de estar sempre juntas.Estou com ciúmes é tão errado assim?





Aquela declaração fervorosa me deixou assustada, mas...eu senti algo em mim, que acreditaram naquelas palavras, aquelas palavras que quando ouvidas se tornaram Fortes e verdadeiras.
-Rob, você tem que ir, esta atrasado.
-Ah sim.-Robert engoliu um seco e virou-se para ir em direção ao palco, ma antes virou novamente tentando me roubar um beijo
-AINDA ESTOU BRAVA!-Gritei.
-Você é uma marrentinha.-Ele sorriu, segurando meu cachecol, eu pensei que ele me beijaria então fechei os olhos.


-Idiota.-Sussurrou enquanto subia ao palco me deixando com cara de taxo.Logo o show começou:

A little bit of loneliness
A little bit of disregard
A handful of complaints
But I can't help the fact
That everyone can see these scars

I am
What I want you to want
What I want you to feel
But it's like no matter what I do
I can't convince you
To just believe this is real
So I let go, watching you
Turn your back like you always do
Face away and pretend that I'm not
But I'll be here
'Cause you're all that I've got ♫♪

Eles e seus amigos arrasaram, deixando suas fãs enlouquecidas e eufóricas, eu já sabia como era depois de um show então me mantive no mesmo lugar.Um rapaz bem atraente que estava na festa se aproximou de mim:
-Prazer, Erick.
-Prazer, Esthela.
Ele pegou minha mão e beijou-a, achei meio antiguado mas encantador ao mesmo tempo.
-Você é daqui da cidade?
-Me mudei faz pouco tempo.
-Sabia, nunca tinha visto você, e particularmente conheço todos da região.-Falou sorrindo gentilmente.-E eu não me esqueceria de uma pessoa tão linda como você.-Seu sorriso mudou naquele momento, aquele sorriso malandro apareceu.-Sou o filho do prefeito.Não tive o prazer de te conhecer antes, uma pena, mas sempre podemos reparar os erros.
E me tascou um beijo enquanto segurava meus braços com força.Mas que abusado!Logo dei-lhe uma mordida nos lábios.
-Me solta, seu nojento.-Falei enquanto desferia um tapa na cara.Ele me olhou passando a mão sobre a face e depois deu aquele mesmo sorriso e gritou:
-ESSA LOUCA ME AGREDIU!SAI DA MINHA FESTA JÁ!
Todos os convidados que estavam em volta olharam para nós assustados, enquanto ele segurava meu braço fortemente e foi me arrastando, chega alguém e me puxa, me soltando dos braços daquele cafajeste.
-Solte-a!-Tyler falava enquanto o empurrava e me afastava dele.-Seu Riquinho mimado.-Falou enojado.
-Um garçom?-E deu uma gargalhada.-Saia os dois.
-Com muito prazer, não irei trabalhar para um nojento como você!Vamos Esthela.
Falou me puxando e me tirando de lá.
-VOU ACABAR COM VOCÊ!-Gritou aquele tarado.
Ao sairmos de lá, Tyler arqueou os ombros para baixo se apoiando as mãos nos joelhos.
-Vai ser difícil arrumar um emprego agora com o filho do prefeito te odiando.
-Me desculpa...-Falei desanimada.
-Não, que isso Esthela, eu nunca te deixaria em uma situação como aquela, era quase uma obrigação para mim.-Disse se erguendo, olhou em meus olhos, acariciou minha face e sorrindo disse.-É difícil não te imaginar minha.
Ate Robert chega nos surpreendendo, ele possesso tira a mão de Tyler de mim e o empurra, automaticamente seguro Robert pela cintura.
-Não chega perto dela!
-Robert, não.
-Que eu saiba, você não é nada dela!-Declara Tyler.
-Esta enganado, diga a ele Esthela.
O que? Dizer? Ele estava me colocando no meio da " guerra".
-Ele só estava me ajudando Robert, um tarado me agarrou la dentro e armou pra cima de mim.-Desconversei.
-Como? Quem?
-O tal de Erick, filho do prefeito.
-Ja adivinhava, ele sempre faz esses truquezinhos baratos, por isso não queria te deixar sozinha.Mas esse playboyzinho vai ter o que merece.
-Para Robert! Que saco, vamos embora.Agora.
Ele não retrucou, foi ai que me dei conta que Tyler ainda estava ali vendo aquela cena, me voltei a ele.-Me desculpa Tyler, e obrigado também.Você sempre me protegendo.
-Isso é pra demostrar que o que sinto é verdadeiro, saiba que eu não vou desistir, principalmente por um idiota como você havia falado.-Tyler disse sorrindo provocativo.
Aquilo estava com um clima tenso, Robert rangeu os dentes e serrou o punho, eu automaticamente empurrei ele dali.
Quando estávamos a caminho do ponto de ônibus.
-Verdade o que ele disse?
-Ele costuma não mentir.
-Devia ter sido eu, não ele.
-Prefiro que tenha sido ele, a confusão seria mil vezes pior.
-Quando você esta em perigo e por ele que você chama?-Disse angustiado.
-Eu preferia mil vezes que fosse eu em perigo do que você, então eu me conformo, porque eu não quero te ver em uma situação dessa, quando a gente ama a pessoa nós desejamos só o melhor pra ela não é mesmo?-Disse enquanto segurava sua mão, meu coração parecia que ia sair pela boca.-E outra, não sou nenhuma donzela em perigo, por favor.
-Isso foi quase um "eu te amo", sabia?
-Nossa, acabou de estragar o clima, só se for amor de primos.
Ele riu e depois serio ele disse:
-Esthela, acho que estou apaixonado por você.
Eu acho que eu ate queria falar que eu também, mas eu tinha medo.Era complicado falar do coração principalmente daquele que já foi machucado.Por essa palavra que chamam de "amor".
-Isso é obvio.Você tem que gostar daquela que você intitula namorada.
Ele sorriu como nunca tinha feito antes.
-Claro, namorada.
Quando subimos no ônibus Robert segurou minha mão, e assim fomos a viagem inteira, uma vez ou outra eu olhava para Robert e ele estava sempre com aquele sorriso, as vezes suspirava, as vezes corava, e subitamente nessas ocasiões eu também sentia meu rosto quente, minhas mãos frias e uma pulsação frenética, e era automático eu ter que suspirar ate mesmo para controlar os meus batimentos. Eu estava tão feliz, mas eu não conseguia entender o motivo, eu estava quase tendo um ataque cardíaco e mesmo assim estava feliz. Então vieram aquelas lembranças que sucederam ate aquele momento, não era romântico, serio, estávamos sentados em um banco do ônibus, Robert em silencio sorria enquanto olhava fixo a minha mão na qual acariciava e segurava, e eu estava ao seu lado olhando sua expressão encantadora e ate mesmo "apaixonado", isso não era o sonho de romantismo, nem aquelas cenas de filme, mas pra mim estava tão perfeito, talvez eu fosse uma idiota mesmo...ou pior uma idiota apaixonada.
Aquilo gelou ate minha alma, eu estava apaixonada, e eu tinha medo de dizer e sentir. E em uma dessas eu quebrei a cara, me machuquei. O amor era pra ser bom, certo? Mas pra mim só causava dor. E aquilo me corroía. Me deixava insegura.
-Sabe qual é meu objetivo?-Falou Robert enquanto descíamos do ônibus.
-Cantar?-Eu disse confusa com sua pergunta.
-Não, lado amoroso.
-Não especificamente.-Disse um pouco confusa.
-Meu objetivo não é somente te fazer feliz, é ser feliz ao teu lado sabendo que você é feliz ao meu. Me desculpe se estou de pressionando é que você é parte de mim que eu não posso deixar ir embora.
Naquele momento eu só queria parar de ter medo de falar o que eu Estava sentindo de verdade. Eu o entendia, ele se declarava e eu simplesmente o "enrolava", talvez ele estivesse com medo de que aquela esperança só fosse um erro de interpretação.
-Eu sinto, mas não demonstro, mas o que eu não demonstro eu sinto em dobro.-Ele pareceu confuso, o que me fez rir.-Eu sou uma medrosa ta legal? Tenha paciência e não desiste de mim, que eu sei que eu posso ser o que você sonhou.
-Você já é!-Falou sorrindo.

Em casa, ele parou na porta do meu quarto e beijou delicadamente meus lábios, sorriu e foi para seu quarto sem dizer uma só palavra.
Acordar no outro dia e senti toda aquela felicidade me inundar era maravilhoso, aquela paz na alma, aqueles passos como se estivesse caminhando nas nuvens, aquele cantarolar que insiste em sair, foi assim que eu acordei, estava escancarado minha felicidade.
-Bom dia tia maravilhosa e linda!
-Bom dia.
-Qual é o motivo da alegria?
Pensei um pouco se contava ou não.
-Nada.-Falei sorrindo.
-Parece que o fim de semana foi bom.
-Sim, maravilhoso, me diverti bastante.
Comecei a contar detalhes da festa para minha tia, quando ouvimos Robert descer as escadas correndo.
-PORQUE NÃO ME ACORDARAM?-Falava com uma escova na boca enquanto vestia as pressas sua camisa.
-NINGUÉM MANDOU SE ATRASAR BABACA!-Eu disse irritada por ele estar irritado.
-CALA BOCA! NÃO ME IRRITE AINDA MAIS!
Depois de esperar Robert engolir o cafe, corremos para o ponto e para escola, normalmente iriamos a pé mais naquele dia devido ao atraso de Robert fomos de ônibus. Estava andando na frente apressada e irritada.
-Porque esta brava? Eu que devia estar bravo.-Falou ironicamente.
-Não é porque você tem um mal dia, você tem que estragar os dos outros.-Falei irritada, me virando para olhar para Robert.Ele parou de caminhar e ficou me olhando fixamente.-O que foi babaca?
Passou os dedos entre meus cabelos.
-Você é bonita de qualquer jeito.-Eu estava irritada mas mesmo assim senti meu rosto quente.-Consegui!-Falou glorioso.
-Conseguiu?-Disse confusa.
-Passou sua raiva.-E sorriu.
-Ai, ai, imbecil...-Falei enquanto me escapava um sorriso, ele me deu um selinho e seguimos para a escola de mãos dadas alegremente.
Quando chegamos na escola todos os olhares foram transmitidos para nós, logo nos separamos e fomos cada um para sua sala.
As aulas passaram rápidas, parece que quando estamos felizes o tempo voa.Estava indo para o trabalho, quando algumas garotas me surpreende em um beco.
-Ei você? Você é a Esthela não é?
-Sim, sou eu mesma.-Eu disse simpática.
-Então é você a vagabunda que esta se envolvendo com meu Robert!
-Como?-Eu disse incrédula, nem consegui reagir e duas garotas que estavam com ela vieram e seguraram meus braços.-O que me solta!
-Vou te dar um lição pra nunca se aproximar do MEU ROBERT!-Gritou feito logo e fechou o punho e quando ia desferir alguém segurou sua mão.










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